ultimos desejos de Alexandre o grande

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Os três últimos desejos de Alexandre, 
O Grande


Quando à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:

1 - que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;

2 - que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...) 

3 - que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões. 

1 - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;

2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;

3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.


Valcir liberato

Você e capaz de mudar a sua vida

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  •        Você é Capaz de Mudar a Sua Vida

  • Você é capaz de qualquer coisa que deseja. Nada que esteja longe de você e nada do que aconteceu no seu passado é capaz de alterar o futuro que você deseja para si.

  • O mundo bombardeia você com milhares de distrações, obstáculos, medos e desejos de prazeres vazios, fáceis e rápidos.

  •  Ainda assim, nada irá impedir que você conquiste tudo aquilo que sua mente sonha e almeja.

  • O simples fato de você imaginar que sua vida pode melhorar está evidenciando a sua capacidade para alcançar seus sonhos.

  • Você já possui a maioria dos seus tesouros com que você sonha e que você deseja: eles já existem dentro de você. Dê a eles a força do seu pensamento, da sua ação, do seu compromisso.

  • Faça-os reais, e não apenas exclusividade de seus sonhos. Traga-os também ao mundo que o cerca. 

  • Isto é realização, isto é destino.

  • rivalcir

Celibato e pedofilia

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Celibato e pedofilia

José Reis Chaves

A onda de pedofilia entre os padres da Igreja Católica, mormente a Americana, vem ocupando ultimamente amplo espaço na mídia internacional, inclusive na do próprio Vaticano. E o Papa João Paulo II chegou até a convocar, para uma reunião com ele sobre esse assunto, um grupo de prelados americanos, entre eles todos os cardeais dos Estados Unidos.

Foi o grande Papa São Gregório VII (papa de 1073 a 1085) que introduziu na Igreja o celibato obrigatório para os seus sacerdotes, agindo com a melhor das intenções, pois queria selecionar os candidatos para o clero, com exceção para os padres da Igreja Católica Bizantina, do Oriente Médio, já que a Igreja estava numa situação muito delicada naquela região, tendo em vista o Cisma lá irrompido em 1054, quando Cerulário, Arcebispo de Constantinopla, decretou a separação de sua Arquidiocese de Roma, fundando a denominada Igreja Ortodoxa Grega.

Muitos padres da Igreja Católica Bizantina já estavam aderindo à Igreja Ortodoxa Grega, por causa da questão Filioque (divergências sobre a Santíssima Trindade com relação à Igreja de Roma). E, se o celibato obrigatório fosse exigido deles, haveria uma debandada geral para a Igreja Ortodoxa Grega.

Sobre o nosso assunto em pauta, o Homem de Nazaré deixou claro que há eunucos de vários tipos, mas que os verdadeiros são os feitos pelo Reino dos Céus. Todavia, quando um jovem recebe o Sacramento da Ordem, tornando-se padre, ele não se transforma, como que por encanto, num desses eunucos santos. E eis aí a questão. Esse padre pode entrar numa forte crise existencial, pois que sua vocação sacerdotal pode ter sido uma ilusão, ou seja, fruto de um idealismo próprio da imaturidade dos jovens.

E, assim, ele está sujeito a aventuras amorosas, ou então, mais raramente, passará a sofrer distúrbios psicológicos, que podem levá-lo às tendências homossexuais ou pedófilas. Logo um padre, que deveria ser um modelo de moral e boa conduta para as outras pessoas, envereda-se pelo caminho das práticas pecaminosas e até criminosas, como no caso da pedofilia. Isso, como não podia deixar de ser,escandaliza tremendamente as pessoas. E aqui até vem à baila a conhecida frase paulina: “É melhor casar que abrasar”.

Embora tenhamos uma grande admiração para com a Igreja e o clero, custa-nos acreditar que o celibato forçado não tenha nada a ver com tudo isso que vem assolando a Igreja. E cremos que todas essas irregularidades existiam também no passado, só que eram abafadas, o que não se consegue fazer facilmente hoje.

E não seria a solução para todos esses problemas a extinção do celibato obrigatório para os padres? Por que não,se ele, como vimos, não existe para os padres da Igreja Católica Bizantina, se São Pedro era casado, e São Paulo disse que o bispo deveria ter uma só esposa, do que até se infere que o padre poderia ter mais de uma?

Autor do livro, entre outros, “A Face Oculta das Religiões”, Ed.Martin Claret, E-mail:escritorchaves@ig.com.br

Refletindo sobre a obscessão

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Refletindo sobre a Obsessão

Indoval Moreli Heiderick

"E este, onde quer que o apanha, despedaça-o ele espuma, e range os dentes, e vai se secando; e eu disse aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam." Marcos 9 - v. 18.

Apesar de nos faltar comprovações científicas, há fortes evidências de que o Processo Obsessivo, que é caracterizado por manipulações e interposições de fluidos tóxicos, exerce papel importante na fisiopatogenia das doenças no corpo físico e espiritual, e às vezes evoluindo com quadros gravíssimos.

I – INTRODUÇÃO

Não temos a pretensão de criar confrontos entre a Ciência Médica e a Doutrina Espírita, mas sim apresentar oportunidades de reflexões objetivas, visando o aprofundamento de questões específicas. É chegada a hora em que a ciência deve ser respeitada pelos espíritas e aquela compreender a importância dos fundamentos da Doutrina na elucidação dos fatos, porquanto, até então todos têm falhado, apesar de toda capacitação de recursos técnicos e humanos.

Vivemos um momento de grandes aflições, onde a busca pelos valores materiais, visando suprir as necessidades do Ser, de maneira equivocada, tem trazidos muitos desequilíbrios, com intensas perturbações de ordem física e mental. A propósito, o prof. Ives Lecrubie, psiquiatra francês, em entrevista concedida ao Comitê Brasileiro para Prevenção e Tratamento da Depressão, relatou que de 3 à 6% da população do planeta sofre de estados depressivos e que há uma tendência de 1% de casos novos a cada ano, conforme dados recentes da Organização Mundial de Saúde.

Do ponto de vista da Doutrina Espírita, sabemos que o Ser Espiritual encarnado é constituído de:

Espírito: É a sede da consciência do Ser. É o princípio inteligente do Universo. É o campo das causas. Cada Espírito é uma unidade indivisível.
Perispírito: É o envoltório semi-material, fluídico, do Espírito. É uma substância vaporosa aos olhos, retirada do fluido cósmico universal de cada globo. É o intermediário entre o corpo físico e o Espírito. É o campo dos efeitos.
Corpo Físico: É um conglomerado de fluidos ponderáveis. É energia condensada, constituída por células, tecidos, órgãos, sistemas e aparelhos.
O Ser Espiritual, centelha divina, consciência cósmica, caminha no Universo em busca do aprendizado, e isto se faz de modo mais específico, através das reencarnações, usando para isto o seu perispírito, que é o agente modelador do corpo físico.

Estabelecido o processo reencarnatório, o Ser tem a oportunidade de exercitar-se em função do seu livre arbítrio, assumindo condutas e comportamentos, através de pensamentos, palavras e atos, que se traduzem em aquisições de energias. Assim sendo “a semeadura é livre e a colheita obrigatória”. Com certeza estaremos todos sujeitos a medidas educativas das Leis Divinas, que sempre estiveram em disponibilidade.

Não podemos esquecer a palavra do Codificador, quando afirma que “O Espiritismo é capaz de incorporar à sua Doutrina tudo aquilo que depois de passar pelo crivo da razão e resistir à pesquisa científica, seja útil e benéfico ao homem”.

II - HISTÓRICO

Hipócrates, 460 A.C., relacionava doenças nervosas com as alterações dos humores.

Na Idade Média já relacionavam doenças nervosas com processos demoníacos.

Em todas as épocas da história da civilização humana, tivemos os obsidiados, e em alguns casos envolvendo Seres que se celebrizaram por seus atos, Citaremos alguns: Nabucodonosor II, rei dos Caudeus, pastava no jardim do palácio, como um animal. Tibério, envolvido por muitos espíritos cobradores, cometeu muitos equívocos, com muita maldade. Muitos “endemoniados” foram tratados na época de Jesus. Calígula e Gengis-Khan marcaram presença em função de seus desatinos. Domício Nero, em função de grandes desequilíbrios, entre tantos equívocos, mandou assassinar a mãe e sua esposa, e depois as encontrava em desdobramentos. Celline, depois de gravar no metal as imagens de sua própria vida, apunhalava os transeuntes à noite, de tocaia. Dostoyevski sofria de ataques epiléticos. Maupassant, em um ataque de loucura, cortou a própria garganta e depois morreu, indiferente à tudo. Nietzche perambulou pelos asilos de alienados. Van Gogh cortou as orelhas num momento de insanidade e as enviou de presente para sua amada, findando posteriormente a vida, com um tiro. Shumann, notável compositor, atirou-se ao Reno, foi salvo pelos amigos e internado num hospício, onde acabou seus dias. Edgar Allan Poe sucumbiu arrasado pelo álcool e tendo visões infernais.

A medicina, em todas as épocas, tentou ajudar esses Seres, inclusive na fase inicial de seus estudos. Especificamente no campo da Psiquiatria, alguns estudiosos já relacionavam algumas doenças de origens nervosas e mentais, sendo induzidas pela influência dos espíritos; todavia, os preconceitos da época impediram que as pesquisas avançassem.

Lembremo-nos ainda do grande missionário João Evangelista, que nos aponta no Apocalipse, cap. XXI – v. 8: “Quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicários e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte terá o lago que arde com fogo e enxofre”.

Com certeza todos estarão sujeitos a grandes sofrimentos, em função de merecimentos, o que independe da categoria social e intelectual do indivíduo, apresentando-se como obsidiados, psicóticos, psicopatas, etc.

III - CONCEITOS

Na conceituação do Codificador: “trata-se do domínio que alguns espíritos podem adquirir sobre certas pessoas. São sempre espíritos inferiores que procuram dominar, pois os bons não exercem nenhum constrangimento. A obsessão apresenta caracteres diversos que é necessário distinguir, e que resultam do grau do constrangimento e da natureza dos efeitos que produzem”. (Allan Kardec – Livro dos Médiuns – Item n.º 237).

Na avaliação de Manuel Philomeno de Miranda: “A obsessão, sob qualquer modalidade que se apresente, é enfermidade de longo curso, exigindo terapia especializada, de segura aplicação e de resultados que não se fazem sentir apressadamente.” (Divaldo Pereira Franco – Nos Bastidores da Obsessão).

Segundo Suely Caldas: “É a obsessão, cobrança que bate às portas da alma. É um processo bilateral. Faz-se presente porque existe de um lado o cobrador, sequioso de vingança, sentindo-se ferido e injustiçado, e de outro o devedor, trazendo impresso no seu perispírito as matizes de culpa, o remorso ou do ódio que não se extinguiu.” (Suely Caldas Schubert – Obsessão-Desobsessão).

Considerando a complexidade do assunto, entendemos a obsessão como sendo a influência energética, nociva, causada por um ou mais espíritos, que de forma consciente ou não, manipula ou inocula fluidos tóxicos, de maneira contínua e persistente.

IV – CAUSAS

Sob o ponto de vista global, podemos afirmar que as causas da obsessão se alicerçam em nossas imperfeições, quais sejam: vícios, paixões exacerbadas, perversões sexuais, crimes, ganância, apegos excessivos à pessoas e objetos, que nos colocam em estado de sintonia vibratória com os espíritos desencarnados em função da afinidade moral, estando então o Ser sujeito a reajustes e resgates específicos.

Na visão de Emmanuel e Scheila, apresentadas através das obras psicografadas por Francisco C. Xavier, as possíveis causas de obsessão são:

a cabeça e mãos desocupadas;
a palavra irreverente;
a boca maledicente;
a conversa inútil e fútil, prolongada;
a atitude hipócrita;
o gesto impaciente;
a inclinação pessimista;
a conduta agressiva;
o apego demasiado a coisas e pessoas;
o comodismo exagerado;
a solidariedade ausente;
tomar os outros por ingratos ou maus;
considerar nosso trabalho excessivo;
o desejo de apreço e reconhecimento;
o impulso de exigir dos outros mais do que de nós mesmos;
fugir para o álcool ou drogas estupefacientes.
Na análise do Livro dos Médiuns, feita por Ney Prieto Peres (Boletim MEDNESP n.º 2 – dezembro de 1992), são apontadas as seguintes causas de obsessão:

vingança de espíritos contra pessoas que lhes fizeram sofrer nessa ou em vias anteriores;
Desejo simples de fazer os outros sofrerem, por ódio, inveja, covardia;
Para usufruir dos mesmos condicionamentos que tinham quando na vida física, induzem seus afins a cometê-los;
Apegos às pessoas pelas quais nutriam grandes paixões quando em vida;
Por interesses em destruir, desunir, dominar, provocar o mal, manter distúrbios, partindo de espíritos inteligentes das hostes inferiores.
Na avaliação de nosso mentor espiritual André Luiz (Evolução Em Dois Mundos, psicografado por Francisco C. Xavier, 11ª edição, 1989, pg. 130) caminhamos pelo universo “sentidos e reconhecidos pelos nossos afins, temidos e hostilizados ou amados e auxiliados pelos irmãos que caminham em posição inferior à nossa. Isto porque exteriorizamos, de maneira invariável, o reflexo de nós mesmos, nos contatos de pensamento a pensamento, sem necessidade das palavras para simpatias ou repulsões fundamentais.” O mesmo mentor, (Mecanismos da Mediunidade – Francisco C. Xavier – Waldo Vieira, 13ª edição, 1994, pg., 82-83) nos diz “É o pensamento contínuo fluxo energético, incessante, revestido de poder criador inimaginável, (...). A corrente mental, segundo anotamos, vitaliza particularmente todos os centros da alma e, consequentemente todos os núcleos endócrinos e junturas plexiformes da usina física, em cuja urdidura dispõe o Espírito de recursos para os serviços da emissão e recepção ou exteriorização dos próprios pensamentos e assimilação dos pensamentos alheios.”

V – MECANISMOS

É necessário que compreendamos que a obsessão existe entre os espíritos encarnados e desencarnados, reciprocamente, e inclusive pode ter o seu início logo após a fecundação, no ventre materno, quando se estabelece o processo reencarnatório que com certeza acontecerá em função de débitos, merecimentos e seu projeto espiritual. Assim sendo, em sintonia com as Leis Universais, o Ser, estará sujeito a manipulações e inoculações de fluidos tóxicos a nível de seu campo eletromagnético com agressões específicas a seu corpo perispiritual e mental, repercutindo no corpo físico. É comum o espírito que quer obsidiar, acompanhar as suas vítimas anos a fio, antes do nascimento e até depois do desencarne.

Ensina-nos André Luiz (No Mundo Maior – Francisco C. Xavier, 9ª ed., 1981, pg.63) que os “Nervos, zona motora e lobos frontais, no corpo carnal, traduzindo impulsividade, experiência e noções superiores da alma constituem campos de fixação da mente encarnada ou desencarnada.”

Enquanto a medicina à partir de 1964, com Donald e Klen – EUA, inicia a nova fase de pesquisas, procurando evidenciar a relação entre as doenças mentais e nervosas com as privações de neurotransmissores cerebrais, o nosso mentor André Luiz (Evolução Em Dois Mundos, Francisco C. Xavier, 11ª ed,1989, pg. 117-118) nos ensina que “...os verdugos comumente senhoreiam os neurônios do hipotálamo, acentuando a sua própria dominação sobre o feixe amielínico que o liga ao córtex frontal, controlando as estações sensíveis do centro coronário que aí se fixam para o governo das excitações e produzem nas suas vítimas, quando contrariados em seus desígnios, inibições de funções viscerais diversas, mediante influência mecânica sobre o simpático e o parassimpático. No tocante à criatura humana, o obsessor passa a viver no clima pessoal da vítima, em perfeita simbiose mórbida, absorvendo-lhe as forças psíquicas, situação essa que, em muitos casos, se prolonga além da morte física do hospedeiro, conforme a natureza e a extensão dos compromissos morais entre credor e devedor.”

Já Bezerra de Menezes (Loucura Sob Novo Prisma, 2ª ed., 1987, cap. III) diz que nos casos de loucura propriamente dito, se rompe a harmonia de ação da alma e do cérebro, do ser pensante e do órgão da manifestação do pensamento. O cérebro, pois , perturbado em sua função e não podendo transmitir integralmente o pensamento como formulou a alma, determina loucura. Seria a loucura com lesão cerebral. Neste caso temos a incapacidade material do cérebro para receber e transmitir fielmente as cogitações do Espírito. Nos casos de loucura em que Esquirol não encontrou lesão cerebral, é a loucura psíquica, moral ou por obsessão, onde o processo acontece sempre por influência dos espíritos. A alma aqui formula os seus pensamentos como sempre, sem a mínima perturbação, e, de sua parte o cérebro está nas melhores condições para transmiti-los. O que determina, não a perturbação mental, porque a alma não enlouquece, mas a perturbação na transmissão do pensamento, pois é a interposição de fluidos do Espírito obsessor, entre a agente e o instrumento, de modo que fica interrompida a comunicação regular dos dois. A alma pensa, mas seu pensamento não pode utilizar-se do cérebro, senão imperfeitamente, por estar truncado, alterado em função da barreira posta pelo obsessor no empenho de produzir essa perturbação que se toma por loucura. Aqui temos a impossibilidade das cogitações do Espírito chegarem integralmente ao cérebro. Temos, portanto, que tanto na loucura quanto na obsessão, o Espírito é lúcido, e que tanto num caso como no outro o mal consiste na irregularidade da transmissão ou manifestação do pensamento. A ação fluidica do obsessor sobre o cérebro, se não for removida a tempo, dará necessariamente em resultado o sofrimento orgânico daquela víscera, tanto mais profundo quanto mais tempo estiver sob a influência deletéria daqueles fluidos.

VI – EFEITOS

Uma vez instalada a obsessão, podemos concluir que a mesma se caracteriza por um processo dinâmico, onde em uma fase inicial temos a intoxicação fluídica no perispírito, que acompanha o Ser desde sua criação, constituindo seu padrão vibratório. Decorre sempre das imperfeições morais, o que permite uma interferência de espíritos, e em alguns casos, levando o paciente a perder a vontade e o livre arbítrio.

Considerando o grau de intoxicação a nível de nosso campo eletromagnético, trazido de vidas passadas, o acumulado na presente encarnação e não havendo buscas pessoais específicas e nem a introdução de uma terapêutica eficaz, com certeza entraremos na segunda fase do processo, que é caracterizado pelas disfunções orgânicas de toda a sorte, com manifestações de sinais e sintomas generalizados, tanto no corpo físico como no mental, todavia sem elucidação diagnóstica por exames complementares. Se o Ser continua a caminhada, sem procurar restabelecer a harmonia e sem buscas objetivas, fatalmente passarmos à terceira fase, onde teremos alterações das estruturas das celulares do corpo físico tais como: fibrosites, neoplasias benignas ou malignas, septicemias, etc.

A propósito, Allan Kardec (A Gênese, 29ª ed., FEB, pg. 305) relata que “Nos casos de obsessão grave, o obsidiado fica como que envolto e impregnado de um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele...” Ainda nos orienta o Codificador (mesma obra, pg. 285), que “Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta quando, por sua extensão e irradiação, o perispírito com eles se confunde. Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este, a seu turno, reage sobre o organismo material com quem se acha em contato molecular. Se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a impressão é penosa. Se os eflúvios maus são permanentes e enérgicos, podem ocasionar desordens físicas; não é outra a causa de certas enfermidades.”

Considerando o sistema nervoso, em seu todo, como organismo de sustentação aos fluidos espirituais, podemos concluir que o processo obsessivo, em sua fase inicial, estará sempre voltado ao campo das energias, e posteriormente ao corpo físico, com danos irreversíveis ao mesmo, e em alguns casos, podendo levar o indivíduo ao desencarne.”

VII – CLASSIFICAÇÃO

Considerando as diversas faces que envolvem os mecanismos da obsessão, apresentamos, sob ponto de vista didático, a presente classificação, visando a melhor compreensão do processo obsessivo.

QUANTO À FORMA DE AÇÃO:
ATIVA – Ocorre quando o Ser espiritual que faz a obsessão tem a consciência do que executa, e assim o faz em função de objetivos específicos.
PASSIVA – Acontece quando o Ser espiritual que executa o processo obsessivo não tem consciência do que faz. Age pelas leis de afinidade dos fluidos.
QUANTO À LOCALIZAÇÃO:
FÍSICA – É o caso em que o obsessor age manipulando e inoculando fluidos tóxicos a nível de perispírito, repercutindo no corpo físico e promovendo o adoecimento dos órgãos.
PSÍQUICA – Neste caso o obsessor atua na manipulação e inoculação de fluidos tóxicos à nível do psiquismo, especificamente naquilo que entendemos como sendo atributos do Espírito, tais como pensamento, atenção, concentração, percepção, etc. Quando ocorre a influência, perturbando a transmissão do pensamento, fica alterada a comunicação entre o agente e o instrumento.
QUANTO À INTENSIDADE: (Livro dos Médiuns, cap. XXIII, item 238).
SIMPLES – É um processo que se dá em função da manipulação de fluidos de pouca densidade, apresentando-se como pequenas intoxicações, levando ao corpo físico e mental sinais e sintomas de pouca intensidade. “Verifica-se quando um Espírito malfazejo se impõe a um médium, intrometendo-se contra sua vontade, nas comunicações que recebe...”
FASCINAÇÃO – É um processo mais grave, considerando a manipulação de fluidos que se dá à nível de pensamento, com a interposição dos mesmos. “É uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento do médium, e que paralisa de alguma forma seu julgamento com respeito às comunicações. O médium fascinado não crê enganado. Neste caso participam espíritos ardilosos, muito inteligentes, que usam de todos os recursos para envolverem suas vítimas. Ninguém está livre deste tipo de obsessão...”.
SUBJUGAÇÃO – Processo bastante grave que envolve o domínio completo do pensamento e da vontade do Ser. “É uma opressão que paralisa a vontade daquele que a sofre e o faz agir ao seu malgrado. Numa palavra, a pessoa está sob um verdadeiro jugo”.
A subjugação pode ser moral ou corporal. No primeiro caso o Ser é obrigado a tomar decisões frequentemente absurdas e comprometedoras. No caso da subjugação corporal, o indivíduo é constrangido a praticar os atos mais ridículos possíveis, apesar de Ter plena consciência do que faz, e fá-lo contra a sua vontade. Há neste tipo de obsessão, manipulação e interposição de fluidos muito densos onde o Ser apresenta alterações das funções mentais pela ação intencional de outra mente, onde a razão declina, a vontade enfraquece, os sentimentos se deterioram e os hábitos mudam (Bezerra de Menezes).
QUANTO AO TIPO
AUTO-OBSESSÃO – Neste caso o Ser é responsável por todos os sinais e sintomas que apresenta, considerando ser ele o mentor intelectual de todos os seus equívocos, passados e presentes. Assim sendo, em dado momento da vida, começa a tomar consciência dos fatos e a partir daí exercita-se em culpas, que geram cobranças. Então teremos os conflitos interiores, com os pensamentos fixado em alguma coisa, tanto em vigília como em desdobramento. Após a instalação do quadro, caminha com desinteresse total pela vida, isola-se e apresenta baixas vibrações em seu campo eletromagnético, permitindo a partir deste momento a afinização com irmãos em grandes desequilíbrios, grandes cobradores, evoluindo assim com graves quadros específicos que se enquadram nas doenças nervosas e mentais.
HETERO-OBSESSÃO – É um quadro que se caracteriza pela influência de espíritos encarnados ou desencarnados junto a outros seres que também podem estar em condições iguais. Este processo pode ser ativo ou passivo, com ação direta no corpo físico ou mental e sua intensidade pode variar de leve, moderada a grave, dependendo o merecimento do Ser envolvido. Podemos classificá-la em quatro situações:
Obsessão entre os encarnados – muito comum, principalmente nos relacionamentos entre os membros da família, considerando que o lar é o ambiente propício a reajustes e resgates. Teremos então esposas dominadoras, mães neuróticas, maridos desajustados e incompreensíveis, filhos rebeldes, etc., criando assim um meio de ódios, raivas, violências, ciúmes, invejas, com grandes desequilíbrios em que os seres se bombardeiam mutuamente pelos pensamentos.
Obsessão de encarnados para com os desencarnados – é um processo muito mais frequente que se possa imaginar. Os espíritos desencarnados partem para a Pátria Espiritual e deixam aqui seus entes queridos, os amigos com os quais estavam envolvidos por vícios ou paixões e outras afinidades. Neste novo plano desejam fazer mudanças de comportamento e de condutas, traçando novos rumos; todavia, por vezes, sentem-se “chamados”, atraídos por pensamentos, palavras e atos dos encarnados e muitas das vezes ficam imantados ao seu campo eletromagnético.
Obsessão de desencarnados para com os encarnados – é a interferência de espíritos desencarnados junto aos encarnados, em função de ligações afetivas, paixões, ódios, vinganças, etc., trazendo-lhes grandes desarmonias, tanto a nível do corpo físico como mental, promovendo junto ao Ser, uma série de sinais e sintomas, com doenças específicas.
Obsessão de desencarnados para com os desencarnados – este tipo de obsessão ocorre em condições idênticas aos outros. No mundo espiritual os seres se ligam em função das afinidades, desejos e paixões, e a partir daí temos um grande número de espíritos que são dominados e escravizados por outros espíritos.
VIII –DIAGNÓSTICO

Se pretendemos Ter algum sucesso no tratamento do processo obsessivo, o primeiro passo é termos um bom diagnóstico, sob todos os aspectos. Apesar de todos os esforços, às vezes é difícil fazer um diagnóstico diferencial especifico, considerando que os sinais e sintomas são idênticos, tanto na loucura propriamente dita, com lesões cerebrais, quanto nos processos obsessivos onde há apenas perturbação na transmissão do pensamento. Ressaltando o importância de cada setor envolvido nas propostas é preciso que a casa espírita respeite as orientações dos profissionais da área de saúde, evitando equívocos como: fazer diagnósticos, trocar e/ou suspender medicamentos e às vezes tornar os pacientes mais ou menos graves que verdadeiramente o são. Também compete à medicina ao tratar os seus pacientes, admitindo as hipóteses da obsessão, ainda que não comprovada cientificamente, pedir ajuda às casas espíritas que exercitem as suas atividades com objetivos sérios, seguindo os postulados do Mestre Jesus e os preceitos da Doutrina Espírita.

Necessitamos, para isto, de uma boa anamnese sob o ponto de vista médico, o que deverá ser feito por profissionais especializados na área da saúde mental, especificamente neurologistas, psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais, e sob o ponto de vista espiritual muita humildade, seriedade e estudos para avaliação dos casos, não se esquecendo da valiosa, benéfica e desinteressada ajuda dos mentores espirituais.

Características que contribuem para o diagnóstico da obsessão, segundo o Codificador (Livro dos Médiuns, cap. XXIII, item 243).

Insistência de um Espírito em se comunicar, queira ou não o médium;
Ilusão que, não obstante a inteligência do médium, o impede de reconhecer a falsidade e o ridículo das comunicações recebidas;
Crença na infalibilidade e na identidade absoluta dos espíritos que se comunicam e que, sob nomes respeitáveis e venerados, dizem falsidades ou absurdos;
Aceitação pelo médium dos elogios que lhe fazem os espíritos que se comunicam por seu intermédio;
Disposição de se afastar das pessoas que podem esclarecê-los;
Levar a mal crítica das comunicações que recebe;
Necessidade incessante e inoportuna de escrever;
Qualquer forma de constrangimento físico, dominando-lhe a vontade e forçando-o a agir ou a falar sem querer;
Ruídos e transtornos contínuos ao redor do médium, causados por ele ou tendo ele por alvo.
Como contribuição para o diagnóstico da obsessão, não podemos esquecer das avaliações do mentor espiritual, Manuel Fhilomeno de Miranda (Nos Bastidores da Obsessão), quando apresenta algumas considerações:

Quando você escuta nos recessos da mente uma idéia torturante que teima por se fixar, interrompendo o curso do pensamento;
Quando constante imperiosa e atuante força psíquica interferindo nos processos mentais;
Quando verifique a vontade sendo dominada por outra vontade que parece dominar;
Quando experimente inquietação crescente, na intimidade mental, sem motivos reais;
Quando sinta o impacto do desalinho espiritual, em franco desenvolvimento, acautele-se, porque você se encontra em processo imperioso e ultriz de obsessão pertinaz.
IX – TRATAMENTO

Em nossa proposta de tratar o paciente, sob o ponto de vista espiritual, temos de considerar a obsessão como sendo um processo dinâmico, tendo em mente a importância de se instituir um tratamento mais abrangente, onde deve participar a casa espírita, as ciências médicas e psicológicas, visando estabelecer a harmonia do Ser o mais breve possível, evitando-se assim a cristalização dos fluidos tóxicos em seu campo eletromagnético, o que fatalmente produzirá lesões nos órgãos do corpo físico.

Considerando que nem os resultados são imediatos, não devemos nos esquecer da importância de um diálogo franco e aberto com a família, principalmente tendo o cuidado de não induzir falsas esperanças e curas miraculosas, e sim direcionar orientações específicas, apontando todas as dificuldades que o caso possa apresentar.

Temos a consciência de que a obsessão é um processo bilateral, onde de um lado temos o cobrador, que pelo seu pouco desenvolvimento moral, acha eu tem o direito de julgar, dar sentenças e executá-las e, por isto, é muito infeliz, enfermo carecendo também da terapia do amor e compreensão. Por outro lado, temos o obsidiado vivendo as culpas, cobranças, em função dos seus equívocos. Ambos precisam de tratamento específico.

A – TRATAMENTO MÉDICO

Sob o ponto de vista médico e psicológico, quando pretendemos tratar um paciente obsidiado não podemos esquecer dos recursos existentes na medicina e na psicologia, para usá-los em função dos sinais e sintomas específicos de cada paciente. Pessoalmente acatamos a orientação do psiquiatra Dr. Wilson Ferreira de Melo (Boletim da AMESP – Dez 1984):

Quimioterapia – sedativos, anti-depressivos e medicamentos de ação central;
Eletrochoques – muito raramente, apenas nos casos de difícil remissão (casos catatônicos) ou de extrema resistência à quimioterapia;
Psicoterapia – segundo as técnicas usuais, de escolha do terapeuta, aliada sempre que possível à noção de reencarnação;
Psicanálise profunda – calcada na reencarnação;
Hipnose médica – com regressão de memória, se possível à vidas anteriores;
Terapia ocupacional – manter o paciente ocupado em trabalho que o atraia e interesse, de modo a mantê-lo afastado de seus pensamentos doentios;
Ludoterapia –divertimentos sadios e cultivo de esportes (ginástica, natação, e outros tipos de exercícios);
Musicoterapia – o senso musical talvez seja o último eu o doente mental perde e deve ser cultivado com carinho;
Reeducação – através de contatos frequentes com assistentes sociais e palestras educativas;
Medidas gerais – incentivar o paciente a imprimir direção construtiva ao seu pensamento, para isto, empregar a sua força de vontade que aos poucos vai se desenvolvendo.
Ainda sob o ponto de vista médico, ressaltamos a importância da homeopatia, acupuntura e florais, não medindo esforços no sentido de levar o indivíduo a uma busca objetiva diante da vida, sem culpas, sem cobranças, valorizando a sua alta estima, o pensamento positivo e a força de vontade.

B – TRATAMENTO ESPIRITUAL

Quando falamos desse tipo de tratamento estamos sugerindo o uso de técnicas aprimoradas que envolvem os conceitos e os conhecimentos das manipulações dos fluidos. Assim sendo, achamos por bem recordar alguns ensinamentos importantes contidos na obra do Codificador (A Gênese, 29ª edição, 1986, cap. XIV):

Item 13 – “Os fluidos espirituais, que constituem um dos estados do fluido cósmico universal, são a bem dizer, a atmosfera dos seres espirituais; o elemento donde eles tiram os materiais sobre que operam;...”

Item 14 – “Os espíritos atual sobre os fluidos espirituais, não manipulando-os como os homens manipulam os gases, mas empregando o pensamento e a vontade. Para os espíritos, o pensamento e a força de vontade são o que é a mão para o homem. Pelo pensamento eles imprimem aqueles fluidos tal ou qual direção, os aglomeram, combinam ou dispersam, organizam com eles conjuntos que apresentam aparência, uma forma, uma coloração determinada; mudam-lhes as propriedades, como um químico muda a dos gases ou dos corpos, combinando-se segundo certas leis”.

Item 15 – “Sendo os fluidos o veículo do pensamento, este atua sobre os fluidos como o som sobre o ar; eles nos trazem os pensamentos como o ar nos traz o som. Pode-se pois dizer, sem receio de errar, que há nesses fluidos, ondas e raios de pensamentos que se cruzam sem se confundirem, como há no ar ondas e raios sonoros... Há mais: criando imagens fluidicas, o pensamento se reflete no envoltório perispirítico como num espelho...Desse modo é que os mais secretos movimentos da alma repercutem no envoltório fluídico...

Item 16 – “...Sendo esses fluidos o veículo do pensamento e podendo este modificar-lhes as propriedades, é evidente que eles devem se achar impregnados das qualidades boas ou más dos pensamentos que fazem vibrar, modificando-se pela pureza ou impureza dos sentimentos. Os pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável.”

Item 17 – “... Os fluidos não possuem qualidades sui generis, mas adquirem no meio onde se elaboram, modificam-se pelos eflúvios do meio, como o ar pelas exalações, a água pelas camadas de sais que atravessa... Sob o ponto de vista moral traduzem o cunho dos sentimentos de ódio, inveja, ciúme, orgulho, egoísmo, violência, hipocrisia, bondade, benevolência, amor, caridade, doçura., etc. Sob o aspecto físico são excitantes, calmantes, penetrantes, adstringentes, irritantes, dulcificantes, soporíferos, narcóticos, tóxicos, reparadores, expulsivos; tornam-se forças de transmissão, de propulsão, etc.

Item 18 – “... O pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais como o dos desencarnados; ele se transmite de Espírito para Espírito pelas mesmas vias e, conforme seja bom ou mal, saneia ou vicia os fluidos do ambiente. ...Os fluidos viciados pelos eflúvios dos maus espíritos podem se depurar pelo afastamento destes, mas o seu perispírito será sempre o mesmo, enquanto o Espírito não modificar a si próprio.”

Item 19 – “Assim se explica os efeitos que se produzem nos lugares de reunião. Uma assembléia é um foco de irradiação de pensamentos diversos. É como uma orquestra, um coro de pensamentos, onde cada um emite uma nota”.

Item 20 – “O pensamento, portanto, produz uma espécie de efeito físico que reage sobre o moral, fato este que só o espiritismo podia tornar compreensível.

Item 22 – “O perispírito é o traço de união entre a vida corpórea e a vida espiritual. É por seu intermédio que o Espírito encarnado se acha em relação contínua com os desencarnados... O perispírito é o órgão sensitivo do Espírito, por meio do qual este percebe coisas espirituais que escampam aos sentidos corpóreos.”

Item 31 – “A cura se opera mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã. O poder curativo estará, pois, na razão direta da pureza da substância inoculada; mas depende também da energia, da vontade que, quanto maior for, tanto mais abundante emissão fluídica provocará e tanta maior força de penetração dará ao fluido.”

Item 33 – “A ação magnética pode produzir-se de muitas maneiras:

1º - Pelo próprio fluido do magnetizador; é o magnetismo propriamente dito ou magnetismo humano, cuja ação se acha adstrita à força e sobretudo à qualidade do fluido;

2º - Pelo fluido dos espíritos atuando diretamente e sem intermédio sobre um encarnado, seja para curar ou acalmar um sofrimento, seja para provocar o sono sonambúlico, espontâneo,...”

3º - Pelos fluidos que os espíritos derramam sobre o magnetizador, que serve de veículo para esse derramamento. É o magnetismo misto, semi-espiritual, ou se o preferirem, humano-espiritual.”

Item 34 – “É muito comum a faculdade de curar pela influência fluídica e pode desenvolver-se por meio do exercício; mas a de curar instantaneamente pela imposição de mãos, essa é mais rara e o seu grau máximo deve-se considerar excepcional

Após as considerações feitas acima, sobre o tratamento espiritual, sempre seguindo os postulados de Jesus e os preceitos da Doutrina Espírita podemos também citar:

Reunião doutrinária – é de suma importância que o obsidiado participe, quando apresentar condições para isto, bem como toda a sua família, considerando a oportunidade que terão para ouvir palestras edificantes, sob todos os aspectos, levando assim ao crescimento moral e espiritual.
Reunião de desobsessão – a reunião tem por objetivo atender aos irmãos necessitados, envolvidos no conflito. No caso do obsidiado, tem por finalidade a análise das parasitoses mentais e do corpo físico. No caso do obsessor, ele terá a oportunidade de comparecer à reunião, onde deverá ser recebido com muito amor, visando a doutrinação, para que possa compreender os erros do irmão e assim encontrar forças para perdoar.
Passe – é uma técnica chamada fluidoterapia. É de muita importância no tratamento desses irmãos, considerando a oportunidade de manipulação de fluidos, retirando fluidos tóxicos e interpondo fluidos benéficos. Os passes poderão ser espirituais, em função do magnetismo de irmãos desencarnados que participam dos trabalhos, e humanos, através do magnetismo do próprio passista encarnado.
Água fluidificada – de grande importância no reequilíbrio do Ser, considerando que nela são introduzidos fluidos benéficos que prestarão sua contribuição.
Culto cristão no Lar – é muito importante para todos, considerando a oportunidade de leitura do evangelho e a reflexão sob o mesmo e as preces que poderão ser feitas, permitindo crescimento interior, o exercício da fé, gerando transformações a nível de renúncias de viciações e paixões inferiores, permitindo a vigilância do Ser em seus pensamentos, palavras e atos.
Cirurgias espirituais – é uma técnica de grande valor para o restabelecimento do Ser e que será usada em seu benefício, desde que haja merecimento e a vontade do Pai.
Deixar bem claro para todos, que o tratamento espiritual oferecido na Casa Espírita não dispensa tratamento médico.
Ressaltamos a importância das transformações do Ser, visando as melhores condições de seu campo eletromagnético. É conveniente recordar os ensinamentos do Codificador quando nos diz que “os espíritos inferiores não podem suportar o brilho e a impressão dos fluidos mais etéreos. Não morreriam no meio desses fluidos porque Espírito não morre, mas uma força instintiva os manteriam afastados dali como a criatura terrena se afasta de um fogo muito ardente ou de uma luz muito deslumbrante.” (A Gênese, cap. XIV, item 11).

X – PROGNÓSTICO

Apesar de todos os avanços da medicina, com o seu arsenal de terapias modernas e da boa vontade das Casas Espíritas, com seus médiuns e mentores espirituais, todos falharão, em consequência de reajustes que estarão sujeitos em face de merecimentos diante das Leis Cármicas.

O prognóstico, de modo geral, poderá ser bom ou ruim, considerando todos os fatores envolvidos, especialmente o interesse do obsidiado em profundas transformações íntimas e a boa vontade da família em dar-lhe toda a assistência possível sob todos os aspectos.

Relatamos aqui observações do Dr. Alberto Lyra, psiquiatra, membro da AMESP, quando nos diz que o diagnóstico pode estar certo, mas os resultados dos tratamentos nem sempre são animadores, quando os consideramos:

Incuráveis;
Curáveis, com permanência de resíduos neuróticos, psicóticos ou psicopáticos;
Cura total, com ajustamento satisfatório psicológico e social da personalidade.
Temos ainda a esperança de melhorar o prognóstico desses pacientes, principalmente ao lembrarmos do nosso mentor espiritual Emmanuel (O Consolador), quando nos diz que “Os homens, em verdade, aprenderam a química com a natureza, copiaram as suas associações desenvolvendo a sua esfera de estudos e inventaram uma nomenclatura reduzindo os valores químicos, sem lhes aprender a origem divina, O concurso científico é sempre útil quando oriundo da consciência esclarecida e da sinceridade do coração. Importa considerar, todavia, que a ciência do mundo se não deseja continuar no papel de comparsa da tirania e da destruição, tem a absoluta necessidade do Espiritismo, cuja finalidade divina é a iluminação dos sentimentos, na sagrada melhoria das características morais do homem. A medicina do futuro terá de ser eminentemente espiritual, posição difícil de ser atualmente alcançada, em razão da febre maldita do ouro; mas os apóstolos dessas grandes realidades não tardarão a surgir nos horizontes acadêmicos do mundo, testemunhando o novo ciclo evolutivo da humanidade.”I

XI – PROFILAXIA

Podemos aceitar a hipótese da profilaxia da obsessão, quando nos propomos a realizações sérias, a nível de grandes transformações internas, visando o crescimento e o aperfeiçoamento moral, estabelecendo uma vida de serenidade, seriedade e humildade em busca da paz. Não podemos esquecer que teremos paz em função da quitação dos nossos débitos com a nossa consciência.

Ressaltamos, ainda, que todos os processos de iniciação devem ser precedidos dos postulados de Jesus e dos preceitos da Doutrina Espírita.

Lembremos também dos ensinamentos de Hahnemann (Loucura Sob Novo Prisma – Adolfo Bezerra de Menezes, 2ª ed., pg. 152, FEESP) quando nos afirma que “Esse planeta tem uma atmosfera, que tanto mais se eleva e se difunde no espaço, quanto maior for a esfera moral de cada um, constituindo assim planetas de primeira, segunda e terceira grandeza. Trabalhe cada um por elevar a atmosfera que o envolve, e breve, muito breve, as revelações do mundo dos espíritos elevados virão dissipar as trevas que ainda envolvem a Terra.”

Em relação à nossa conduta, André Luiz (No Mundo Maior, Francisco C. Xavier, 9ª ed., pg. 49 e 59) nos diz que “O gênero de vida de cada um, no invólucro carnal, determina a densidade do organismo perispíritico após a perda do corpo denso. Ora, o cérebro é o instrumento que traduz a mente, manancial de nossos pensamentos. Através dele, pois, unimo-nos à luz ou à treva, ao bem ou ao mal. O cérebro é o órgão sagrado da manifestação da mente, em transito da animalidade primitiva para a espiritualidade humana.”

André Luiz também (Nos Domínios da Mediunidade - Francisco C. Xavier, 17ª ed., pg. 48) nos ensina que “Pensamentos de crueldade, revolta, tristeza, amor, compreensão, esperança ou alegria, teriam natureza diferenciada com características e pesos próprios, adensando a alma ou sutilizando-a, além de lhe definirem as qualidades magnéticas.”

XII – CONCLUSÃO

Afirmamos que obsidiados sempre existiram em todas as épocas, apenas receberam denominações diferentes, em virtude do progresso da humanidade.

Apesar de todos os esforços e estudos já realizados, há muito o que fazer, considerando a mensagem de Bezerra de Menezes (psicografada por Divaldo P. Franco – Brasília, 09/11/91), quando nos diz que “A decadência da ética e a revolução que se apresenta como indispensável para as novas propostas e valorização da criatura humana asfixiam a identidade superior do Espírito, reduzindo-a a escombros que se demoram no letargo das paixões inferiores. Momento difícil este, em que a criatura sente-se aturdida, sem parâmetros para selecionar os valores que lhe devem conduzir o comportamento. Instante grave, em que as injunções penosas cerceiam os ideais de enobrecimento, relegando-os a plano secundário. Hora apocalíptica, em que as tentações de alto e pequeno porte contaminam os menos preocupados com a verdade e os pouco distraídos das responsabilidades mais elevadas. É também, o momento do chamamento para a decisão que deve caracterizar aqueles que, ao ouvirem Jesus, comprometam-se com Ele em regime de totalidade.”

O Codificador nos afirma que “A ciência e a religião são duas alavancas da inteligência, uma revela as leis do mundo material e a outra revela as leis do mundo moral...

A Doutrina Espírita, aliada às Ciências Médicas, poderão se entender, não se contradizendo, mas de mãos dadas, caminhando juntas, buscando todos os recursos disponíveis no sentido de abrandar o sofrimento do Ser” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, 117ª ed., cap. I, item 8).

Bezerra de Menezes nos afirma que “a ciência nadará em um oceano de incertezas, enquanto acreditar que a loucura depende exclusivamente do cérebro. A ciência precisa distinguir as causas físicas das morais, para poder aplicar às moléstias os meios correlativos” (Loucura Sob Novo Prisma, 2ª ed., 1987).

Considerando a complexidade do assunto, de forma alguma tivemos pretensão de esgotá-lo, e sim de prestar uma singela contribuição à reflexão.

XIV – BIBLIOGRAFIA

AZEVEDO, José Lacerda de – Espírito e Matéria, Novos Horizontes para a Medicina, 3ª edição, 1990
BÍBLIA SAGRADA – 68ª ed., Imprensa Bíblica Brasileira
BOLETIM do Comitê Brasileiro para a Prevenção e Tratamento da Depressão – Editorial n.º 24
EMMANUEL – O Consolador – psicografado por Francisco Cândido Xavier, 13ª edição 1986
Palavras de Emmanuel - psicografado por Francisco Cândido Xavier, 4ª edição 1978
KARDEC – O Livro dos Espíritos, 58ª ed., IDE, 1990
O Livro dos Médiuns, 14ª ed., Ed. LAKE, 1988, São Paulo
A Gênese, 21ª edição, 1986, Federação Espírita Brasileira-FEB, Rio de Janeiro-RJ.
Obras Póstumas, 18ª edição, 1981, FEB-RJ.
O Evangelho Segundo o Espiritismo, 117ª edição, 1990, Instituto de Difusão Espírita-IDE.
LUIZ, André – Nos Domínios da Mediunidade, psicografado por Francisco Cândido Xavier, 17ª edição, 1988, FEB, RJ
Mecanismos da Mediunidade, psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, 13ª edição, 1994, FEB-RJ.
No Mundo Maior, psicografado por Francisco Cândido Xavier,9ª edição, FEB-RJ.
Evolução em Dois Mundos, psicografado por Francisco Cândido Xavier, 11ª edição, 1989, FEB-RJ.
MEDINESP, Boletim Médico-Espírita nº 02, dezembro de 1984.
MENEZES, Adolfo Bezerra de Menezes – A Loucura sob um Novo Prisma, 2ª edição, 1987, FEB-RJ.
MIRANDA, Manoel Philomeno de – Nos Bastidores da Obsessão, 5ª edição, 1990, FEB-RJ.
RIZZINI, Carlos Toledo – Evolução para o Terceiro Milênio, 8ª edição, 1990, Edicel.
SCHUBERT, Suely Caldas – Obsessão-Desobsessão, 9ª edição, 1994.
YAMAMURA, Ysao – Manuel de Ortopedia nº 13, Medicina Chinesa – Acupuntura.
INDOVAL MORELI HEIDERICK

Trabalho implementado pelo Médico acima, com especialidade em Ortopedia e Traumatologia. Foi Presidente da Associação Médico-Espírita do Estado do Espírito Santo, no periodo de . Diretor Mediúnico do Grupo de Fraternidade Espírita “Irmã Clotildes”- (Rua Marcondes de Souza,90/94) - Vitória-ES-Brasil.

e-mail: clotildes@escelsa.com.br


Cantinho de Santo Antonio

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No dia 13 junho, a Igreja Católica celebra o dia de Santo Antônio de Pádua, um dos santos mais populares, venerado não somente em Pádua, onde foi construída uma basílica que acolhe os restos mortais dele, mas no mundo inteiro. São estimadas pelos fiéis as imagens e estátuas que o representam com o lírio, símbolo da sua pureza, ou com o Menino Jesus nos braços, que lembram uma aparição milagrosa mencionada por algumas fontes literárias.

Santo Antônio Nasceu em Lisboa, em uma família nobre, por volta de 1195, e foi batizado com o nome de Fernando. Começou a fazer parte dos cônegos que seguiam a regra monástica de Santo Agostinho, primeiramente no mosteiro de São Vicente, em Lisboa, e depois no da Santa Cruz, em Coimbra, renomado centro cultural de Portugal. Dedicou-se com interesse e solicitude ao estudo da Bíblia e dos Padres da Igreja, adquirindo aquela ciência teológica que o fez frutificar nas atividades de ensino e na pregação.

Em Coimbra, aconteceu um fato que mudou sua vida: em 1220, foram expostas as relíquias dos primeiros cinco missionários franciscanos que haviam se dirigido a Marrocos, onde encontraram o martírio. Esse acontecimento fez nascer no jovem Fernando o desejo de imitá-los e de avançar no caminho da perfeição cristã: então, pediu para deixar os cônegos agostinianos e converter-se em frade menor. A petição foi acolhida e, tomando o nome de Antônio, também ele partiu para Marrocos. Mas a Providência divina dispôs outra coisa.

Devido a uma doença, Santo Antônio se viu obrigado a voltar à Itália e, em 1221, encontrou São Francisco. Depois disso, viveu por algum tempo totalmente escondido em um convento perto de Forlì, no norte da Itália. Convidado, casualmente, a pregar por ocasião de uma ordenação sacerdotal, Antônio mostrou estar dotado de tal ciência e eloquência, que os superiores o destinaram à pregação. Começou, assim, na Itália e na França, uma atividade apostólica que levou muitas pessoas que haviam se separado da Igreja a retomarem sua participação e engajamento na vida eclesial.

Nomeado como superior provincial dos Frades Menores da Itália Setentrional, Antônio continuou com o ministério da pregação, alternando-o com as tarefas de governo. Concluído o mandato de provincial, retirou-se para perto de Pádua, local em que já havia estado outras vezes. Depois de apenas um ano, morreu nas portas da cidade, no dia 13 de junho de 1231. Pádua, que o havia acolhido com afeto e veneração em vida, prestou-lhe sempre honra e devoção.

Nos "Sermões", Santo Antônio discorre sobre a oração como uma relação de amor, que conduz o homem a conversar com o Senhor, criando uma alegria que envolve a alma em oração. Antônio nos recorda que a oração precisa de uma atmosfera de silêncio, que não coincide com o afastamento do barulho externo, mas é experiência interior, que procura evitar as distrações provocadas pelas preocupações da alma. Para Santo Antônio, a oração se compõe de quatro atitudes indispensáveis que, no latim, definem-se como: obsecratio, oratio, postulatio, gratiarum actio. Poderíamos traduzi-las assim: abrir com confiança o próprio coração a Deus, conversar afetuosamente com Ele, apresentar-lhe as próprias necessidades, louvá-lo e agradecer-lhe.

(Extraído e adaptado da Catequese do Papa Bento XVI no dia 10 de fevereiro de 2010)

Santo casamenteiro

Assim é invocado pelas pessoas que desejam se casar e lembrado pelo nosso folclore. Não se sabe qual a origem dessa devoção. Talvez esteja ligada a algum milagre feito pelo santo em favor das mulheres, por exemplo, quando fez um recém-nascido falar para defender a mãe acusada injustamente de infidelidade pelo pai.

Mas há outro episódio com explicação mais direta. Certa senhora, no desespero da miséria a que fora reduzida, decidiu valer-se da filha, prostituindo-a, para sair do atoleiro. Mas a jovem, bonita e decidida, não aceitou de forma alguma. Como a mãe não parava de insistir, a moça resolveu recorrer à ajuda de Santo Antônio. Rezava com grande confiança e muitas lágrimas diante da imagem quando, das mãos do Santo, caiu um bilhete que foi parar nas mãos da moça. Estava endereçado a um comerciante da cidade e dizia: "Senhor N..., queira obsequiar esta jovem que lhe entrega este bilhete com tantas moedas de prata quanto o peso do mesmo papel. Deus o guarde! Assinado: Antônio".

A jovem não duvidou e correu com o bilhete na mão à loja do comerciante. Este achou graça. Mas, vendo a atitude modesta e digna da moça, colocou o bilhete num dos pratos da balança e no outro deixou cair uma moedinha de prata. O bilhete pesava mais! Intrigado e sem entender o que se passava, o comerciante foi colocando mais uma moeda e outras mais, só conseguindo equilibrar os pratos da balança quando as moedas chegaram a somar 400 escudos. O episódio tornou-se logo conhecido e a moça começou a ser procurada por bons rapazes propondo-lhe casamento, o que não tardou a acontecer, e o casamento foi muito feliz. Daí por diante, as moças começaram a recorrer a Santo Antônio sempre que se tratava de casamento.

Santo das coisas perdidas

Esta tradição é antiquíssima, encontrando-se menção dela no famoso responsório "Si quaeris miracula", extraído do ofício rimado de Juliano de Espira. Popularmente, o "Siquaeris" é mencionado como uma oração para encontrar objetos perdidos. A crença pode estar ligada a episódios da vida de Santo Antônio como este: Quando ensinava teologia aos frades em Montpeilier, na França, um noviço fugiu da Ordem levando consigo o Saltério de Frei Antônio, com preciosas anotações pessoais que utilizava nas suas lições. Antônio rezou pedindo a Deus para dar jeito de reaver o livro e foi atendido deste modo: enquanto o fugitivo ia passando por uma ponte, foi subitamente tomado pelo pavor, parecendo-lhe ver o demônio na sua frente que o intimava: "Ou você devolve o Saltério ao Frei Antônio ou vou jogá-lo da ponte para o rio!" Assustado e arrependido, o jovem voltou ao convento com o saltério e confessou ao santo a culpa.

O "pão dos pobres"

Essa prática consiste em doações para prover de pão os pobres, honrando assim o "protetor dos pobres" que é Santo Antônio. Uma tradição liga essa obra ao episódio de uma mãe cujo filho se afogou dentro de um tanque, mas recuperou a vida graças a Santo Antônio. A mulher prometera que, se o filho recuperasse a vida, daria uma porção de trigo igual ao peso do menino. Por isso, no começo, esta obra foi conhecida como a obra do "pondus pueri" (peso do menino). Outra tradição relaciona a obra do pão dos pobres com uma senhora de Tbulon, chamada Luísa Bouffier. A porta do seu armazém tinha enguiçado de tal modo que não havia outro remédio senão arrombar a porta. Fez, então, uma promessa ao santo: se conseguisse abrir a porta sem arrombá-la, doaria aos pobres uma quantia de pães. E deu certo. Daí por diante, as petições ao santo foram se multiplicando em diferentes necessidades. Toda vez que alguém era atendido, oferecia certa quantia de dinheiro para o pão dos pobres. A pequena mercearia de Luísa Bouffier tornou-se uma espécie de oratório ou centro social. A benéfica obra do "pão dos pobres" teve extraordinário desenvolvimento, com diferentes modalidades, e hoje é conhecida em toda parte.

Trezena

É uma "novena" de 13 dias, lembrando a data da morte de Santo Antônio. Também se lembra o dia 13 de cada mês, porque "dia 13 não é dia de azar, é dia de Santo Antônio". Outros lembram Santo Antônio nas quartas-feiras, dia em que foi sepultado.

(Extraído e adaptado dos Cadernos Franciscanos, "Santo Antônio e a devoção Popular", de Frei Adelino Pilonetto, Ofmcap).

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Nossa Senhora Desatadora de nós





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  • Nossa Senhora Desatadora dos Nós é um dos títulos que os fiéis deram à Virgem Maria com toda fé e carinho. Este título em especial originou-se na Alemanha, por volta do ano 1700.
História de Nossa Senhora Desatadora dos Nós

Naquele tempo, o pároco da capela de St. Peter, na cidade de Augsburg, encomendou um quadro de Nossa Senhora ao pintor Johann Schmittdner. O pintor era um cristão fervorosu e conhecedor profundo de textos dos Padres da Igreja. Por isso, antes de pintar o quadro, ele foi buscar inspiração nas palavas de Santo Irineu, Bispo de Lyon, que viveu no Século III. Ele encontrou um texto chave, que diz:
Eva atou o nó da desgraça para o gênero humano, Maria por sua obediência o desatou.
A força da imagem
Por causa dessas palavras inspiradas de Santo Irineu, Johann Schmittdner concebeu um quadro onde Nossa Senhora é representada como a Imaculada Conceição e aparece entre o céu e a terra. Acima dela, o Espírito Santo derrama suas luzes. Em sua cabeça tem 12 estrelas, lembrando o texto de Apocalipse. Do lado esquerdo da Virgem um anjo aparece e entrega-lhe uma fita com nós grandes e pequenos, separados e juntos. Estes nós simbolizam o pecado original e nossos pecados cotidianos. Esses pecados nos causam problemas, nos levam para longe de Deus e nos impedem que a graça de Deus frutifique em nossas vidas.
Do lado direito das mãos de Maria, a fita aparece sem nós e desce lisa até às mãos de outro anjo, mostrando que Maria está desatando os nós. Simboliza a vida nova mergulhada em Deus e na sua misericórdia e o poder libertador das mãos de Maria.
Imagem de Nossa Senhora Desatadora dos Nós

Na parte debaixo da Virgem Maria, há um anjo, um homem e um cachorro dirigindo-se a uma igreja. Este simbolismo parece ser uma referência ao livro de Tobias (6,13). No livro, Tobias enfrenta uma longa e penosa viagem procurando a cura de seu pai que ficara cego. Na viagem, ele conhece Sara que já tinha sido casada sete vezes, mas sempre na noite de núpcias, seus maridos morriam por causa de um demônio.
Através da oração, do jejum, da ajuda do Arcanjo Rafael e do poder de Deus, Tobias liberta Sara dessa maldição e casa-se com ela. Depois volta à casa de seu pai com um remédio que o Anjo Rafael lhe mandara fazer e o pai fica curado. Isto significa que para que dois corações venham a se encontrar, é preciso desatar primeiro os nós. E assim é a imagem de Nossa Senhora Desatadora dos Nós: rica de mensagens, simbolismos e profundidade teológica.
Invocação de Nossa Senhora Desatadora dos Nós

Desde que o quadro foi colocado na capela de Augsburg, Nossa Senhora Desatadora dos Nós é invocada como a Mãe que desata os nós do pecado e dos problemas que nos prendem. O quadro está lá até hoje e a capela é cuidada pelos jesuítas.
Graças e mais graças alcançadas

O belíssimo quadro de Nossa Senhora Desatador dos Nós rapidamente se tornou objeto de devoção e culto primeiramente em Augsburg. Logo, notícias de graças sobre graças recebidas através da oração a Nossa Senhora Desatadora dos Nós se espalhou. Então a devoção se espalhou pelo mundo. E onde quer que se leve a devoção, as graças acontecem. Nossa Senhora desata os nós da vida das pessoas, trazendo liberdade, realização e felicidade. A Novena Infalível de Nossa Senhora Desatadora dos Nós se espalhou pelo mundo. São milhares de graças alcançadas através desta oração poderosa.
Comemoração a Nossa Senhora Desatadora dos Nós

O dia de Nossa Senhora Desatadora dos Nós é comemorada sempre em 15 de Agosto.
Oração a Nossa Senhora Desatadora dos Nós

Virgem Maria, Mãe do belo amor,
Mãe que jamais deixa de vir
em socorro a um filho aflito,
Mãe cujas mãos não param nunca
de servir seus amados filhos,
pois são movidas pelo amor divino
e a imensa misericórdia
que existem em teu coração,
volta o teu olhar compassivo sobre mim
e vê o emaranhado de nós
que há em minha vida.
Tu bem conheces o meu desespero,
a minha dor e o quanto estou amarrado
por causa destes nós.
Maria, Mãe que Deus
encarregou de desatar os nós
da vida dos seus filhos,
confio hoje a fita da minha vida em tuas mãos.
Ninguém, nem mesmo o maligno
poderá tirá-la do teu precioso amparo.
Em tuas mãos não há nó
que não poderá ser desfeito.
Mãe poderosa, por tua graça
e teu poder intercessor
junto a Teu Filho e Meu Libertador, Jesus,
recebe hoje em tuas mãos este nó.........
Peço-te que o desates para a glória de Deus,
e por todo o sempre.
Vós sois a minha esperança.
Ó Senhora minha,
sois a minha única consolação dada por Deus,
a fortaleza das minhas débeis forças,
a riqueza das minhas misérias, a liberdade,
com Cristo, das minhas cadeias.
Ouve minha súplica.
Guarda-me, guia-me,
protege-me, ó seguro refúgio!
Maria, Desatadora dos Nós, roga por mim.

A terra e o terceiro milênio

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A Terra e o Terceiro Milênio

Leda de Almeida Rezende Ebner

de Ribeirão Preto, SP

Nós, os espíritas, aceitamos a idéia de que a Terra deixará de ser um mundo de expiações e provas para tornar-se mundo regenerador.

Nesses mundos , seus habitantes procuram viver sob a influência maior das necessidades e valores espirituais. Vivem ainda sujeitos às leis naturais, têm as mesmas sensações e desejos que nós, mas estão libertos dos vícios e das paixões desequilibradas que ainda escravizam os homens na Terra.

Têm ainda de passar por provas, às quais compreendem e buscam vencê-las com confiança em Deus, em si , com serenidade. Esforçam-se por viver de acordo com as leis naturais, participando então de uma sociedade mais justa, mais solidária e mais feliz.

Reconhecem sua realidade espiritual, assumem a responsabilidade, consciente e feliz, da sua evolução.

Seus objetivos maiores são satisfazer suas necessidades espirituais, visto que as sócio-econômicas estão sendo resolvidas, satisfatoriamente, sem privilégios particulares, pessoais ou de grupos, pois o bem de todos é a aspiração de cada um, ou pelo menos, da grande maioria.

Os deveres e os direitos dos homens são respeitados e todos têm as mesmas oportunidades de crescimento, de acordo com sua vontade, seus interesses.

São mundos felizes para nós que vivemos na Terra!

Estamos no ano um do terceiro milênio.

A Terra nos parece muito distante de tornar-se um mundo regenerador, embora já tenha evoluído muito, porque a progressão material e espiritual estão sempre presentes, seja através do esforço, da boa vontade no bem ou através da dor, do sofrimento, conseqüências das más ações dos homens.

Esperando que, neste milênio, a Terra transformar-se-á em um mundo melhor, onde os homens viverão o equilíbrio na satisfação das suas necessidades materiais e espirituais, perguntamos: - As condições e situações da Terra atual favorecem essas transformações? Fazem-nos vislumbrar essa possibilidade?

Se aceitamos o progresso como uma das forças da natureza, presente em tudo que existe, material e espiritual, temos de aceitar que a Terra e seus habitantes não continuarão como hoje.

Houve muita mudança desde sua formação e o aparecimento dos primeiros seres vivos. No corpo físico de hoje, difícil pensar no ser unicelular que lhe deu origem. Na alma de hoje, difícil pensar no princípio espiritual do qual se desenvolveu.

O homem de hoje e a Terra de hoje são muito diferentes da Terra e do homem primitivo.

Por que então, a humanidade terrena, constituída de encarnados e desencarnados, não pode transformar-se mais e tornar a Terra um mundo melhor?

Aceitamos que essa mudança será realizada. Esperamos que seja neste milênio, sem data prevista, nem repentinamente. Aliás, pensamos que já vivemos na fase de transição, que se completará quando grande parte da humanidade estiver empenhada, realmente, em resolver os problemas sócio-econômicos e morais em favor de todos os seus habitantes, derrubando as barreiras do fanatismo, do nacionalismo exacerbado, do racismo, do poder que quer dominar o outro, aproveitando-se das dificuldades do mais frágil.

Acreditamos que, neste milênio, a luta maior da humanidade será o desenvolvimento do respeito aos direitos individuais e das nações, em direção ao amor ao próximo, que leva , somente, a fazer aos outros o que se quer para si.

Aqueles que não conseguirem acompanhar esse progresso moral, permanecendo no mal pelo prazer do mal, serão banidos para mundos inferiores, onde viverão entre homens primitivos, reiniciando seu desenvolvimento moral.

Esta fase de transição para um mundo melhor, pode durar séculos porque depende do desenvolvimento espiritual da humanidade

Muitas coisas boas e más acontecem, mas o destaque maior, através da mídia, é para as coisa ruins.

Existe a parte boa dessa divulgação do mal, porque necessário é que este seja conhecido, difundido para que os homens se horrorizem e busquem combatê-lo, desenvolvendo o bem.

Como, por causa da nossa imperfeição, aprendemos e nos desenvolvemos mais em situações adversas e difíceis, temos hoje, as condições propícias ao desenvolvimento moral e ao encontro das melhores soluções para os grandes problemas que afligem os homens e as nações.

Se hoje a Terra ainda não está pronta para a grande mudança, oferece a todos uma boa época de transição, pelo chamado à responsabilidade de cada um na tarefa de regeneração da humanidade.

Lembremo-nos de que um milênio tem dez séculos. Aproveitemos esse tempo para melhorarmo-nos, porque a auto-educação é lenta e também para colaborarmos nessa gigantesca tarefa, onde estivermos , aqui ou no além.

Pensamos que nessa luta, na qual todos estamos envolvidos, continuará havendo dores e sofrimentos, porque o homem, em geral, ainda não sabe usar a instrução, a informação, a saúde, o bem-estar, a ciência, a tecnologia, a arte no bem, em benefício de todos.

Confiamos porém, em Deus , nas Suas leis justas e misericordiosas, na capacidade do homem em transformar –se e de mudar o mundo, nas atividades de auxílio dos Espíritos Superiores, que trabalham sob a direção de Jesus, que nos ensinou a fazer sempre e em qualquer situação a vontade de Deus e que continua na direção do planeta Terra. Lembremo-nos de sua afirmação: " Nenhuma ovelha que o Pai me confiou se perderá."

Façamos pois, a nossa parte, no cumprimento dos deveres, sem exigências em relação aos outros no lar, no trabalho, no lazer, com determinação e participação na resolução dos problemas que afetam a humanidade, porque somos todos responsáveis na elevação da Terra a uma categoria maior, onde viveremos na sociedade justa e feliz que todos almejamos e queremos.

Bibliografia:

KARDEC, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. III: Há muitas moradas na casa de meu Pa